Abaixo das expectativas
Domingo de pouco movimento no Centro de Pelotas
Expectativa dos consumidores foi quebrada com a pouca adesão de lojista para abertura do comércio
O dia cinzento, com momentos de chuvisco e muito vento podem ter colaborado para o pouco movimento de consumidores no calçadão de Pelotas no primeiro domingo aberto após início de pandemia, lá em março de 2020. A falta de adesão de muitas lojas também pode ser considerado outro fator que afastou o público. Consumidores que foram em busca de todos os tipos de produtos não esconderam a decepção. A proposta inicial, segundo o Sindicato do Comércio Varejista(Sindilojas) seria oportunizar, principalmente, a venda para o Dia das Crianças, a ser comemorada amanhã.
Por volta das 14h, na rua 15 de Novembro, apenas três estabelecimentos estavam abertos. Um deles era uma loja especializada em artigos para as crianças e, segundo um funcionário que não se identificou, embora o movimento estivesse baixo, quem procurou o estabelecimento teve a oportunidade de olhar os produtos com bastante calma e pesquisar preços, sem a correria da semana. Como o caso do casal Júlio Silva e Daiane Miranda. Ambos se deslocaram até o calçadão com a expectativa de resolver várias questões, não somente comprar presente para a data festiva.
"Tem meia dúzia de lojas abertas. A mídia anunciou que o comércio estaria aberto e aproveitei a ocasião. Mas não deu. Então aproveitamos para comprar o presente do Dia das Crianças. Imagino que quem abriu, ficou no prejuízo", comentou. Quem ficou contente mesmo foi o Enzo, de três anos. Ele garantiu seu presente, com direito a escolher. "Eu adorei."
Passadas duas horas, o movimento no calçadão da rua Andrade Neves, apresentava-se um pouco melhor. As lojas de vestuário, calçados, perfumaria, algumas farmácias e sorveterias apostaram na presença dos consumidores. Mas bastava olhar para o interior dos estabelecimentos para verificar que a busca pelos artigos estava fraca. Uma loja de departamentos que foi recentemente inaugurada no calçadão, entre General Neto e Voluntários da Pátria, foi a que registrou maior presença de público.
Até mesmo vendedores ambulantes compareceram no domingo em busca de algum faturamento. A consumidora Rosi Costa conseguiu resolver parte dos seus objetivos no domingo. Ela também imaginou que encontraria todas as lojas abertas, mas não chegou a demonstrar frustração e aproveitou para fazer algumas compras, não específicas para o Dia das Crianças.
O que diz o Sindilojas
O presidente do Sindilojas, Renzo Antonioli aponta três fatores que podem ter afastado os consumidores do Centro. O primeiro é que depois de tanto tempo fechado aos domingos, a população não está mais habituada a fazer compras neste dia da semana. O tempo instável também prejudicou. "O terceiro fator, o que pode causar uma certa polêmica, é que há tempos, as grandes lojas de eletroeletrônicos boicotam a abertura do comércio aos domingos, sendo que em grandes centros, chegam a funcionar 24 horas", destacou. O presidente diz acreditar que há um convencimento por parte dos gerentes aos seus diretores sobre a desvantagem de abrir nesse dia.
Para Antonioli, a possibilidade de virada de jogo, ou seja, a movimentação de venda maior para o Dia das Crianças ocorre ainda hoje. Na semana passada, a estimativa dos lojistas estava em 4,5% de aumento, percentual que deverá ser analisado ainda nesta segunda-feira.
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